Crônicas são-gonçalenses: histórias de Pajuçara

Crônicas são-gonçalenses: histórias de Pajuçara

Conheça a história de Dona Maria do Carmo, uma das moradoras mais antigas de Pajuçara

Dona Maria do Carmo da Silva, 85 anos, moradora mais antiga de Pajuçara e dona de um sorriso cativante, compartilha suas histórias de vida que tem como pano de fundo o distrito ainda em seus primeiros anos de existência.

Sua mãe chegou a Pajuçara ainda menina, em 1912. Nessa época, poucos moradores residiam por lá. Aos 19 anos, a mãe da dona Maria casou-se com um senhor de 60 anos, com quem teve 7 filhos. Após ficar viúva, conheceu o pai da dona Maria, que também havia ficado viúvo e tinha 8 filhos. O casamento deu apenas um fruto; a dona Maria.

Sempre muito alegre, a menina ajudava os pais na pesca de crustáceos e no trabalho artesanal com palha. Ela conta que em noites de lua cheia, época que a lua fica mais brilhante e as noites se tornam mais claras, e já que ainda não havia iluminação na cidade, aproveitava a oportunidade para brincar até mais tarde. Brincadeiras de carnaval, lapinha, dama, pastoril, o grilo e a condessa animavam o distrito.

Dona Maria casou-se com o seu Apolônio Bernardino da Silva, com quem teve 4 filhos. Hoje, a aposentada mora com sua filha mais nova e seus netos.

Esta é a Dona Maria do Carmo

 

Curiosidade

Ao fim da conversa, dona Maria contou sua versão sobre a origem do nome do distrito. Segundo a moradora, Pajuçara recebeu esse nome devido a enorme quantidade de árvores de juçara encontradas na sua região. Quando iam ao distrito, todos falavam “vamo pa juçara”, e dessa frase surgiu o nome.

Acesso: Para chegar até ao distrito de Pajuçara, em São Gonçalo do Amarante/RN, existem dois acessos, sendo um pelo centro de São Gonçalo seguindo na RN 160 e o outro por Macaíba em direção a São Gonçalo pela RN 160.

 

Reserve um tempo para conhecer as histórias de São Gonçalo do Amarante e (re)conheça nossa história você também.

Até breve.

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